Falamos menos, dizemos mais. Olhamo-nos e sabemos. Por vezes nem precisamos de nos tocar mas é fundamental que estejamos perto um do outro, que nos olhemos, para saber o que dizer, o que ouvir. Ele chega e põe a flor no meu cabelo. E depois parece nada. E tudo acontece. Um beijo. Por vezes ficamos muito tempo no silêncio, sem darmos as mãos, quem nos observar há-de dizer que somos dois estranhos, casualmente sentados lado a lado. Sem sitio especial. É verdade, só nós o conseguimos ver.
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©opyright Escritos Nefastos, Maria Manuel Gonzaga, 2009-2016
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