Ofereceram-me um flor. Depois puseram a flor no meu cabelo. Eu ri. E perguntaram-me se eu não vía o que estava a acontecer. Calei-me porque o momento era sério. Entendi nesse instante que se falava de coisas do coração e eu não tinha visto. Cega. Envergonhei-me, quis fugir mas seguraram-me a mão. Pedi perdão, pediram-me tempo e esperança e eu não soube dizer nada.
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©opyright Escritos Nefastos, Maria Manuel Gonzaga, 2009-2016