Calhou estar ali sentada, no nosso banco, e tu passares com outra. Sei que me viste. Até olhaste uma segunda vez. Deste a mão a essa que contigo acompanhava e apressaste o passo. Senti que as minhas pernas queríam correr, mas o coração enterrou-se junto à árvore que me dava sombra e assim, sem sangue que desse combustível para me activar, não me mexi. Fiquei a ver-te as costas até me doerem os olhos e vez nenhuma te voltaste para ver se eu estava aqui.
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©opyright Escritos Nefastos, Maria Manuel Gonzaga, 2009-2016