Bateste à minha porta de olhos baixos, um pedido de desculpa nos olhos baixos, mas nos lábios um silêncio trocado por conversa miúda. E eu à espera que me dissesses a verdade. Mas tu nada disseste. Não sei porque falei ou se terá sido o fantasma de mim que abriu a boca e a voz saíu. Sem rodeios confessei o meu amor por ti. Os longos anos em que te procurei, todo o tempo em que sofri calada ao ver-te beijar outra, outras, quando te amava. A esperança, por cada vez que te aproximavas ou me falavas ou até o toque da mão nas minhas. A lembrança de um dia junto ao mar a recolher uma lágrima, não te recordas. Mas agora, não mais.
.../...
©opyright Escritos Nefastos, Maria Manuel Gonzaga, 2009-2016
Sem comentários:
Enviar um comentário